Me lembrei hoje que meu primeiro presente de Natal "caro" (não era caro, mas para uma criança com menos de dez ano era) foi uma máquina fotográfica. Como eu disse, eu tinha menos de dez anos, e me lembro que fui eu que pedi para meus pais. Era uma compactazinha de filme, se nenhuma função especial. Pensando bem, era uma pinhole mais desenvolvida. Ela fazia tudo sozinha, era só apontar e clicar - mas também não fazia nada demais. E eu me lembro que no primeiro dia eu já gastei todo o filme que meu pai havia colocado. Lembro-me que, quando ele levou o filme para revelar, ele me deu um sermão enorme: eu havia fotografado plantas, pássaros, poste. Depois eu fotografei meus primos, um por um. Eu gostava daquilo, me sentia bem. Era instintivo.
Mas foi só há uns quatro anos atrás, durante uma visita a uma exposição com fotografias no Palácio das Artes, que eu pensei: "Olha... eu acho que seria feliz fazendo isso..."
É, eu estava certa. Eu estou sendo bem feliz fazendo isso.
Um comentário:
"Quando se quer verdadeiramente alguma coisa, o universo inteiro conspira a seu favor!" (Paulo Coelho) Sua felicidade em fotografar se reflete na alma de quem vislumbra seus registros. Você estava realmente certa, acredite! E continue, não pare... ...Jamais. Parabéns!
Postar um comentário