Estou tentando parir
um poema
Esta preso na minha garganta
Em meus olhos
Em meus dedos
esses dedos pequenos e delicados
que carregam poderosas garras no espírito
assim como eu.
Eu carrego um poema nas minhas entranhas
Um poema indeciso
grande ou pequeno
simples.
Um poema que não sabe dizer palavra
que não conversa em outras línguas.
Um poema silencioso
que seu instalou em meu peito
que luta para sair:
pressiona minhas costelas
arrebenta meus pulmões
e grita
e chora
e dói.
Trabalho de parto sem anestesia:
eu sem inspiração.
Um poema que não quer nascer.
E ele fica aqui, seguro,
impassível,
esperando apenas a coragem do silêncio,
o último raio de sol,
a primeira escuridão.
Um comentário:
Gostei de 'A coragem do silêncio'
é quando o próprio parece sonhar com a nossa imagem amorosa..
Postar um comentário