quarta-feira, junho 15, 2005

Se eu dissesse que és meu único par no mundo
Acreditarias em minha palavra?
E se eu arrancasse então toda a poesia do meu peito
e dedicasse a ti
Acreditarias em minha palavra?
E de que me importa que não acredites
De que me importa que minhas palavras
Não alcancem teus pensamentos?
Se só o que quero é a alegria de dize-las
É a euforia de abrir os portões do peito e gritar
Gritar a liberdade de mim mesma
Gritar a liberdade do mundo
Não penses que espero as tuas palavras
Não creias que desejo respostas
Não as quero - não preciso.
Não preciso de doçuras no ouvido
E de que me vale o mel dos teus lábios se não irei beija-los
Quero antes o mel nos meus lábios
Quero antes os meus sonhos na madrugada
E a certeza das portas abertas
Ou fechadas.