terça-feira, janeiro 22, 2008

Deita sobre meu sono a sua sombra. Meu desejo bêbado e vacilante busca você. Meu desejo sóbrio sôfrego leviano louco - tudo em mim procura você. Meu corpo me consome.

Os livros, as promessas, as mudanças, que por tanto tempo esperaram uma resposta, continuam onde estavam. O sono me seduz com a possibilidade de você. Meu corpo me consome. Não como. Já não sinto vontade de beber, de fumar. Adoeço. Meu desejo é febril, tudo arde, tudo perece em meu desejo. Meu corpo me consome. Estou exausta e faminta.

O amor, em tempos de barbárie, é sempre um conforto, eu sei. O amor é chão, é a certeza do fim da longa viagem, o amor é a certeza do pouso, o consolo das asas cansadas. Duvida? Duvido.

Vacilo. A infâmia do desejo vão é a tortura do corpo. Injúria.


Você me consome.